Eu e a porteira

La no ranchinho, sentado na porteira, vejo A sexta hora chegar...Já começa escurecer e o iambú começa Cantar...Leia mais!

Ferro frio

Há quanto tempo você vem batendo em ferro frio? Às vezes você tem pelejado com algo em sua .Leia mais...

Olhai os lírios do campo

O verão vem chegando, as folhas caem... O vento sussurra a esperança se vai...Leia mais...

Pirncipe e princesa

Um príncipe casou, muitos foram ver e outros o criticou... A quantas andaria o amor?Leia mais...

Será que vou conseguir?

Na vida, às vezes passamos por problemas Que julgamos não poder mais prosseguir... É como se estivéssemos diante de uma porta Que fosse muito pequena...Leia mais...

O infinito

Uma amiga me pediu para escrever uma poesia Usando o infinito... Mais o que seria o infinito?Leia mais...

O infinito

Se todos te quisessem como eu Você seria a pessoa mais querida do mundo... Se todos te amassem como eu Você seria uma deusa... Se todos te adorassem como eu Você seria minha para sempre... Leia mais...

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

FALSIDADE

 

FALSIDADE


Uma amiga me pediu para escrever sobre falsidade. A mente, traiçoeira, logo fugiu para idade. Pensei nas criancinhas, dessas que não têm maldade, cujo sorriso é um mapa do tesouro com o "X" marcando o lugar do coração. Lembrei das palavras do Mestre: "Deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino do céu." Um reino onde as palavras significam o que são, sem dicionários para explicar o amor.


Corri ao dicionário, buscando o antônimo exato daquela sombra. Falsidade. Encontrei "veracidade", "sinceridade". Termos secos, técnicos, que não cheiram a nada. Fiquei decepcionado. Parecia que o livro todo estava confuso, embaralhando definições de almas com um dicionário interno desregulado.


O mundo precisava de uma nova edição, revisada e ampliada. E eu, se pudesse, reescreveria aquelas páginas gastas. Revisaria "veracidade" a tinta vermelha e, na margem, com letra de criança, escreveria LEALDADE.


Eis que a vida, poetisa maior, ditou o verbete.


Num canto de calçada, o mundo se reduzia. Um velhinho, mapa de rugas contando histórias de solidão, deitado sobre um colchão de papelão. Ao lado, sua carroça de papel, cujo motor é a força da mão e a teimosia de existir. Em seu colo, um rabo abanava preso a um corpo peludo, um lindo e alegre cachorrinho. Dois reis destronados, donos de um império de afeto.


Então, o asfalto rugiu. Um lindo carrão, blindado contra a realidade, parou. Dele desceu um furacão de perfume francês, um cheiro tão forte que quase apagou o cheiro do mundo. Uma senhora muito rica, envolta em fios de ouro e tecidos que custam mais que todos os sonhos daquela calçada.


O valor daquele frasco, pensei, daria para comprar ração para o resto da vida do cão. Uma vida inteira de lealdade, trocada por algumas gotas de aroma que não conseguem mascarar o vazio.


Ela olhou, apontou. Disse: "Que gracinha!" A palavra, oca, ecoou contra o muro e se esvaiu no vento, um elogio não ao conjunto, mas ao acessório fofo. Ela passou. Levou o perfume. Levou o elogio vazio. Deixou a falsidade pairando no ar, como um gás pesado e doce.


E então, o verbete se completou.


O cachorrinho não leu dicionários. Não entendeu de perfumes ou carros. Ele levantou o focinho, observou a fina rainha que partiu, e então… enterrou sua cabeça no colo surrado do velhinho. Em um ato singelo, profundo e definitivo, o amou.


Ali, naquela calçada, estava a definição viva. O antônimo de falsidade não é uma palavra. É um gesto. É a lealdade que aquece o colo mais frio, que escolhe o afeto sobre o conforto, que abana o rabo mesmo quando o mundo todo passa ao largo, sem ver os reis que ali habitam.


O dicionário estava mesmo errado. E o cachorro, sábio professor de uma única cátedra, o reescreveu com um simples, e eterno, ato de amor.


Paulo Franco.




sábado, 16 de agosto de 2025

Lua Nova de Elul

 

Lua Nova de Elul


Entre o verão que se dobra

e o outono que sussurra,

ergue-se Elul

lua fina, faca de prata,

cortando o tempo em silêncio.


Os campos já não gritam colheitas,

os rios carregam espelhos fundos

onde os justos lavam seus nomes.

Até os pássaros,

esses loucos cantores

ficam quietos,

de bicos fechados,

ouvindo o shofar invisível

que só toca no peito.


O mercador conta suas moedas,

o poeta, suas palavras vazias.

Até o mendigo na esquina

rei sem coroa

revira os bolsos,

achando migalhas de perdão.


De noite, as estrelas piscam códigos:

"Quem tem medo do ano que vem?"

E a lua, sempre ela,

velha fiandeira

tece fios de mel

sobre os telhados.


Elul não é mês, é portal.

Passagem estreita

onde até as sombras

precisam de luz.


Que comece a dança dos arrependidos.

O céu está pronto

para escutar.                     Paulo Franco.


segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Lavando a Alma com Sabedoria

 

Lavando a Alma com Sabedoria


Sabia que não é o sabão que lava, não?

É a água que leva a sujeira no chão!

O sabão age como um quebra-tensão,

Soltando a gordura numa reação.

Suas moléculas têm cabeça e rabo,

Uma ama água, a outra foge do aguado.

A parte que gruda no óleo e na graxa,

Enquanto a água arrasta toda a bagaça!


E o arco-íris, tão lindo no céu,

É a luz do sol se partindo no véu!

Cada gota de chuva age como um prisma,

Dividindo a luz num verdadeiro cisma.

Vermelho lá fora, roxo lá dentro,

Se houver dois no céu, olhe atento:

O segundo é mais fraco, chama-se "arco-íris gêmeo",

Um raro fenômeno que parece um enfeite bem pequeno!


O morango? Não é fruta, é um engodo!

Os pontinhos pretos é que são o fruto todo.

O que a gente mastiga é só um receptáculo inchado,

Os verdadeiros frutos? Aqueles carocinhos do lado!

E tem mais: banana é uma erva, não árvore,

E abacaxi amadurece melhor de ponta-cabeça, que loucura!


A Torre Eiffel no verão ganha altura,

O metal dilata, é lei da termofísica pura!

No calor, ela cresce até 15 cm,

No inverno, encolhe, ninguém vê, mas tem!

E sabia que ela brilha à noite?

São 20 mil lâmpadas num espetáculo direito!


O cérebro humano não sente dor,

Pode cortar, que ele fica à toa, sem pavor.

Mas ele comanda todo o seu corpo,

E se algo dói, é alerta: "Olha o disfarce, por favor!"

E tem mais: ele gera energia pra lâmpada,

Cerca de 20 watts, que nem uma lampadinha fraca!


O mel nunca estraga, é um alimento eterno,

Arqueólogos acharam em tumbas do Egito, superando o terno!

Isso acontece porque é ácido e sem água,

Bactérias e fungos não acham graça.

E as abelhas batem asas 200 vezes por segundo,

Por isso zumbem mais que um ronco profundo!


Curiosidade bônus:

O umbigo guarda um ecossistema,

Milhares de bactérias num micro reino.

E o poeira cósmica que cai na Terra?

São 100 toneladas por dia, sem guerra!


Então, se lavar, lembre: água é poder,

O sabão ajuda, mas quem remove é o correr!

E a vida é cheia desses fatos curiosos,

O mundo é mágico, mas também científico!


Agora você sabe mais – e com rimas, hein?

Que tal espalhar essas pérolas também?

Desde a química até os astros no espaço,

Cada detalhe é um verso cheio de graça!


Se rir ou aprender, deixe um "ahá!",

Porque conhecimento também é diversão, olê lá!


Paulo Franco.



sábado, 9 de agosto de 2025

A Grandeza da Vida e o Amor que Nos Move

 

A Grandeza da Vida e o Amor que Nos Move



Meus irmãos, hoje eu parei. Sim, simplesmente parei. Olhei para o céu, para as estrelas, para planetas distantes como o K2-18b, um mundo tão longe, tão misterioso, e pensei: "Como somos pequenos, e ainda assim, tão amados."


Quantos já se foram? Quantas almas passaram por esta Terra, deixando seu legado, seu amor, suas histórias? E aqui estamos nós, respirando, sentindo, amando. Isso não é um milagre? Isso não é a maior prova do poder de Deus?


A vida é um presente. Cada segundo, cada respiro, cada batimento do coração é um convite à gratidão. Porque mesmo nos dias mais difíceis, quando a dor parece maior que a esperança, há uma força maior nos sustentando. O universo é imenso, mas o amor de Deus é maior ainda.


E é esse amor que deve nos mover. Amor pela vida, pelas pessoas, por nós mesmos. Quantas vezes nos cobramos, nos julgamos, nos achamos pequenos diante dos problemas? Mas eu te digo: você é obra das mãos do Criador. Você é luz. Você é capaz.


Então hoje, respire fundo. Olhe para o céu, para as estrelas, para o infinito, e sinta: você não está sozinho. Você é parte de algo maior. E enquanto há vida, há esperança. Enquanto há amor, há força.


Agradeça. Ame mais. Viva com intensidade. Porque o milagre não está apenas no vasto universo lá fora, mas dentro de você, agora.


Paz e bem.


Paulo Franco.


terça-feira, 5 de agosto de 2025

O Sabichão

 

O Sabichão


No reino das letras, das artes e das ciências,

Vivia um sujeito cheio de presunções,

O Sabichão, mestre das aparências,

Donzelo de orgulho, príncipe das ilusões.


"Eu não preciso de ajuda de ninguém!"

Gritava, erguendo a voz com vaidade.

"Sozinho eu resolvo, eu sei tudo também,

Minha mente é um poço de habilidade!"


Os amigos tentavam, com jeito e cuidado,

Oferecer conselho, um ombro, um favor.

Mas ele, altivo, sempre revoltado,

Dizia que aceitar era sinal de fraqueza e dor.


Um dia, um problema surgiu, colossal,

Uma encrenca que nem ele podia vencer.

Tentou, forçou, mas foi um desastre fatal,

E o orgulho começou a tremer.


Foi então que um sábio, de longe, lhe falou,

Com voz serena, trazendo clareza:

Filho, até os reis precisam se curvar,

Pois “na multidão de conselheiros há sabedoria” (Provérbios 11:14).


O Sabichão, então, caiu em si,

Entendeu que sozinho ninguém é forte.

Aprendeu que pedir ajuda não é fim,

Mas o caminho mais certo para a sorte.


E assim, humilde, deixou o orgulho de lado,

Achou na união sua maior vitória.

Porque até o sábio, quando é aconselhado,

Escreve sua história com mais glória.


Moral:

Sozinho, o Sabichão só se perde,

Mas com conselho, a estrada se abre.

Pois quem não ouve, não cresce, não vê.

A verdadeira sabedoria é saber quem sabe. Paulo Franco.


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