Eu e a porteira

La no ranchinho, sentado na porteira, vejo A sexta hora chegar...Já começa escurecer e o iambú começa Cantar...Leia mais!

quinta-feira, 13 de março de 2025

Amigo Distante

Amigo Distante Éramos todos amigos, num círculo de risos e segredos, mãos que se apertavam, olhos que se entendiam sem palavras. Mas o tempo, esse velho tecelão, foi desfiando os fios que nos uniam, e cada um partiu para seu canto do mundo, levando consigo um pedaço do que fomos. Somos todos amigos, sim, mas há um que não se perde, que não se apaga, que não se desfaz com a distância. Esse amigo é como uma estrela fixa, que brilha mesmo quando não a vemos, que nos guia mesmo quando não a sentimos. E hoje, ao olhar para o céu, lembro do teu abraço, da tua voz que ecoava nas madrugadas, das promessas que fizemos e que o vento levou, mas que ainda vivem em algum lugar do peito. Somos todos amigos, mas tu, grande amigo, és a bússola que me orienta, o farol que me traz de volta quando me perco no mar da vida. E mesmo que os caminhos se afastem, e que as estradas não se cruzem, sei que em algum lugar estás a sorrir, e esse sorriso é o que me basta. Paulo Franco.

sábado, 8 de março de 2025

Judeus Brasileiros e a Transformação de Sobrenomes

Judeus Brasileiros e a Transformação de Sobrenomes Sob o céu quente e generoso do Brasil, onde as árvores frondosas estendem seus galhos como braços acolhedores, chegaram os judeus. Vinham de terras distantes, onde a perseguição os havia expulsado como folhas secas ao vento. Traziam consigo histórias de dor, mas também uma resiliência que brotava como raízes profundas. E aqui, nesta terra de sol e mistura, encontraram não apenas refúgio, mas também a necessidade de se reinventar. Os nomes que carregavam eram como marcas de suas origens, mas também eram pesos que poderiam atrair olhares indesejados. Então, com a sabedoria de quem já havia sobrevivido a tantas tempestades, muitos deles optaram por se fundir à paisagem local, adotando sobrenomes que ecoavam a natureza brasileira: Oliveira, Parreira, Carvalho, Figueira. Eram nomes que falavam de árvores fortes, de raízes profundas, de frutos que alimentavam. Nomes que os ajudariam a se camuflar, mas que também carregavam um simbolismo poderoso: a ideia de que, como aquelas árvores, eles também poderiam florescer em solo estrangeiro. Assim, os Cohen se tornaram Oliveira, os Levy viraram Parreira, e os Stern se fizeram Carvalho. Eram nomes que os permitiam circular sem chamar atenção, mas que, entre eles, funcionavam como códigos secretos. Um Oliveira sabia que outro Oliveira era, na verdade, um Cohen. Um Parreira reconhecia no outro a herança de Levi. E assim, nas ruas de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, esses judeus reinventados construíram suas vidas, abriram comércios, plantaram raízes. E, nas noites silenciosas, quando as estrelas brilhavam sobre o Atlântico, eles sussurravam seus nomes verdadeiros, como uma oração, como um pacto de sobrevivência. Mas nem todos mudaram seus nomes. Alguns, como os Franco e os Abravanel, mantiveram seus sobrenomes como bandeiras de resistência. Eram como árvores que se recusavam a ser transplantadas, que insistiam em crescer altivas, mesmo sob o risco de serem cortadas. Eles carregavam seus nomes com orgulho, como uma lembrança de quem eram e de onde vinham. E, ao fazê-lo, tornavam-se faróis para os outros, uma prova de que era possível sobreviver sem se apagar completamente. E assim, a história dos judeus no Brasil tornou-se um mosaico de adaptação e resistência. Os que se tornaram Oliveira, Parreira, Carvalho, floresceram como árvores frondosas, enraizando-se profundamente nesta terra. E os que mantiveram seus nomes, como Franco e Abravanel, permaneceram como testemunhas vivas de uma identidade que não se deixaria apagar. Juntos, eles escreveram uma narrativa de sobrevivência, de coragem, de esperança. E, em cada nome, mudado ou não, havia uma história de vida que, como as árvores da mata brasileira, seguia crescendo, indomável, em direção ao sol. Paulo Franco.

quinta-feira, 6 de março de 2025

A Festa de Purim: Uma Dança de Destinos Entre Sombras e Luz

A Festa de Purim: Uma Dança de Destinos Entre Sombras e Luz Era uma vez, em um reino distante, onde o tempo tecia suas tramas entre o sol e a lua, uma história que se desdobrava como um pergaminho sagrado, cheio de reviravoltas, traições e milagres. Era a história de Purim, uma festa que celebrava a vitória da luz sobre as sombras, da coragem sobre o medo, da vida sobre a morte. No palácio de Susã, sob o céu cor de âmbar da Pérsia, o rei Assuero reinava com mão firme, cercado por cortesãos e intrigas. Em seu trono de marfim e ouro, ele era um homem de caprichos, um soberano que podia elevar ou destruir com um simples aceno de sua mão. Foi assim que, em um banquete suntuoso, a rainha Vasti foi banida, e o reino ficou à procura de uma nova soberana. Eis que surge Ester, uma jovem judia de beleza serena e coração valente. Órfã, criada por seu primo Mordechai, ela carregava em seu sangue a memória de um povo exilado, mas em seu peito batia a força de quem sabia que o destino é uma dança entre o divino e o humano. Escolhida para ser rainha, Ester escondeu sua origem, como uma pérola que brilha nas profundezas do mar, à espera do momento certo de emergir. Enquanto isso, nas sombras do poder, Hamã, o arrogante conselheiro do rei, tramava sua vingança contra Mordechai, que se recusava a curvar-se diante de sua vaidade. Hamã, cego pelo ódio, decidiu não apenas destruir Mordechai, mas todo o povo judeu. Com a autorização do rei, ele lançou um decreto de morte, marcando um dia para o extermínio. Foi então que Ester, guiada pela sabedoria de Mordechai e pela fé em seu Deus, decidiu agir. Em um ato de coragem que ecoaria através dos séculos, ela se apresentou diante do rei, arriscando a própria vida para salvar seu povo. Com palavras firmes e coração puro, ela revelou sua identidade e desmascarou os planos de Hamã. O destino, como um fio dourado, teceu sua trama: Hamã caiu em sua própria armadilha, Mordechai foi elevado à honra, e os judeus receberam o direito de se defender. No dia marcado para a destruição, eles triunfaram sobre seus inimigos, e a alegria inundou as ruas de Susã. E assim, Purim nasceu, uma festa que celebra a vitória do bem sobre o mal, a fé sobre o desespero, a união sobre a divisão. Até hoje, os judeus leem a Meguilá de Ester, vestem-se com máscaras e disfarces, comem doces e bebem vinho, lembrando que, mesmo nas horas mais escuras, a luz pode surgir, e que o destino, por mais que pareça incerto, está sempre nas mãos daqueles que ousam crer e lutar. Paulo Franco, em sua prosa poética, diria que Purim é mais que uma festa; é um canto à vida, uma ode à resistência, um lembrete de que, por trás de cada máscara, há um rosto, e por trás de cada rosto, uma história que merece ser contada. E assim, ano após ano, o povo judeu dança, ri e celebra, porque Purim é a prova de que, no grande teatro da existência, o bem sempre terá a última palavra. Paulo Franco.

sábado, 1 de março de 2025

O FLÚOR

O flúor O flúor, esse elemento químico aparentemente inofensivo, esconde em sua natureza um dos mais intrigantes e sombrios mistérios da modernidade. Sua presença silenciosa na água que bebemos, nos cremes dentais que utilizamos diariamente, e até mesmo em alimentos processados, não é mera coincidência ou um acaso da ciência. Há algo mais profundo, algo que nos leva a questionar: por que, afinal, o flúor é tão meticulosamente inserido na vida dos povos? A história do flúor remonta a tempos obscuros, onde interesses industriais e governamentais se entrelaçaram de maneira quase indecifrável. Nos idos do século XX, durante o auge da industrialização, o flúor era um subproduto abundante e tóxico das fábricas de alumínio e das usinas de fosfato. Descarte-lo era um problema caro e complexo. Foi então que, em um daqueles momentos onde a conveniência econômica se disfarça de benevolência científica, surgiu a ideia de adicioná-lo ao abastecimento público de água. A justificativa? Prevenir cáries dentárias. Uma narrativa convincente, mas que, sob um olhar mais atento, revela fissuras inquietantes. Estudos científicos, muitos deles obscurecidos pelo véu do poder, começaram a surgir, apontando para os perigos do flúor quando consumido em excesso. A fluorose dental, caracterizada por manchas e enfraquecimento dos dentes, é apenas a ponta do iceberg. Pesquisas mais recentes sugerem que o flúor pode afetar o sistema nervoso central, reduzir a capacidade cognitiva, especialmente em crianças, e até mesmo interferir no funcionamento da glândula pineal, aquela que Descartes chamou de "o assento da alma". A pineal, responsável pela produção de melatonina e por regular nossos ciclos circadianos, é calcificada pela exposição crônica ao flúor. Seria essa uma forma sutil de controle, de embotamento da consciência coletiva? E aqui chegamos ao cerne do mistério: por que, diante de tantas evidências dos malefícios do flúor, ele continua a ser amplamente utilizado? A resposta, talvez, esteja nas entrelinhas daquilo que não nos é dito. O flúor, em doses controladas, pode ser uma ferramenta de submissão, uma forma de manter as massas dóceis, menos questionadoras, mais suscetíveis ao controle. Não é à toa que, em regimes totalitários, o flúor foi utilizado como meio de dominação psicológica. A água fluoretada, nesse contexto, não é apenas um veículo de saúde pública, mas um instrumento de poder. Mas há esperança. A conscientização é o primeiro passo para desvendar esse enigma. Questionar, pesquisar, buscar alternativas. A água filtrada, os cremes dentais sem flúor, a alimentação natural e livre de processados são armas poderosas nessa batalha silenciosa. O flúor pode ser um mistério, mas não é invencível. Cabe a nós, povos, despertar para os perigos que nos cercam e, assim, reescrever a narrativa que nos foi imposta. Paulo Franco, em seu estilo único, nos convida a olhar além do óbvio, a desconfiar das verdades prontas e a buscar, nas sombras, as respostas que nos libertarão. O flúor, afinal, não é apenas um elemento químico; é um símbolo de um sistema que prefere nos manter adormecidos. Mas o despertar, ainda que lento, é inevitável. Paulo Franco.
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